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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Djagacida da minha tia Berta

Aquele mar prata, o sol dourado, a morabeza do povo, a djagacida, que sodade.
Mais uma receita que consegui recuperar, da minha Tia Berta, com muita dificuldade, o que me obrigou a algum trabalho de pesquisa extra.
Esta receita faz parte da tradição de Cabo Verde. Só quem sabe da sua existência é que pergunta. Não tenho conhecimento que nos roteiros turísticos, chamem a atenção para esta delícia.
Podem dizer que não passa de uma feijoada misturada com arroz, mas não, é mais que isso. É jdagacida.
Aqui fica a sugestão para fazerem em casa. 
Mas que sodade.

Precisamos de:
Muita mas muita morabeza
Paixão
Amor
1 Cebola média
3 chávenas de arroz
200g de feijão
200g Abóbora
300g de couve lavada e cortado em pedaços
250g de carnes salgadas cortada em pedaços
Arroz
Água
Sal q.b.
Pimenta q.b
Piripiri
Colorau
Salsa
2 Folhas de Louro
Azeite mais ou menos 2 colheres de sopa

Preparação:
Se tiverem um ta tacho de barro, usem-no, caso contrário uma panela serve.
- Refogamos a cebola cortada em quartos em azeite.
- Juntamos o louro, o piripiri e cerca de 5 copos de água.
 - Tapamos a panela a panela e deixamos ferver.
- Adicionamos 2 tigelas de arroz, sal e pimenta,
a abóbora descascada e cortada em cubos,
o feijão previamente demolhado ou em lata, a couve.
Cozer em lume brando até que os legumes estejam cozidos.
Se necessário, juntamos mais água.
Não esquecer de efectuar todo o cozinhado com muita morabeza, e no final acrescentar muito amor e paixão.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Cachupa à maneira da minha Tia Berta

A minha tia Berta, era uma caboverdiana genuína, cozinheira de mão cheia. Tinha sempre um sorriso na face e uma boa gargalhada com gosto sempre pronta a sair.
No fogão, estavam sempre panelões, a sério, enormes panelões ao lume. Pudera, a casa estava sempre cheia com crianças, primos, tios, amigos, netos... Não me recordo alguma vez de ter havido falta de comida, tinha sempre uma deliciosa solução caso houvesse necessidade.
Um dos pratos que fazia com muito carinho era a Cachupa.
Hoje em dia, facilmente encontramos Cachupa na restauração, muito devido à comunidade caboverdiana e africana a viver no nosso país, mas à 40 anos, não era vulgar encontramos Cachupa na restauração.

Para confeccionar a cachupa, ou catchupa, precisamos de milho cochido (pisado), ou seja milho que foi ao pilão.
O milho é preparado num almofariz (pilão de madeira). Colocamos o milho bem molhado lá dentro, e com um pau vai-se pilando até ficar sem pele. Depois pomos o milho ao sol a secar. De seguida, deita-se num balai (cesto do género de bandeja redonda, em verga, que serve para peneirar).

Já vi o milho para Cachupa embalado, nunca o utilizei. Hoje com facilidade encontramos em venda nos mercados ou praças..

Uma imagem que podemos dar da Cachupa, é que é uma feijoada com milho, no fundo é quase isso.
Nem todos os ingredientes são obrigatórios a serem utilizados, deixo ao vosso critério.
Podemos utilizar só o milho a feijoca ou feijão e algumas carnes.

Vamos então precisar de:
1 lt de milho cochido.
2,5 dl de favona (uma espécie de feijão grande, um pouco amargo), costumo usar feijão branco normal.
2,5 dl de feijão encarnado, facultativo
1 kg banana verde, facultativo
1 kg de mandioca, facultativo
1 kg de inhame, facultativo
1/2 kg de cenouras
2 dl de água
150 g de toucinho
2 cebolas grandes
4 dentes de alho
1 chouriço médio
1 kg de entrecosto de porco
300g Peito de frango
500 g de batata doce, facultativo, no meu paladar dá alma à cachupa
400 g de abóbora
200g de tomate maduro
Couve lombarda
Vinho branco
Sal 
Piripiri
Amor e carinho

De véspera demolhamos o milho, a favona e o feijão.
No dia, leva-se a cozer num tacho, com água fria o milho a feijoca e o feijão.
Pode temperar-se a água da cozedura com cebola, alho e azeite.
À parte cozemos a bata doce.
Depois de cozidos o milho e os feijões adicionam-se a couve, mandioca, banana, inhame, a bata doce e a cenoura.
Numa caçarola colocam-se a cebola, alho e azeite e leva-se a refogar o tomate, as carnes, o chouriço; corta-se o refogado com vinho branco e adiciona-se a este refogado o milho, feijões e vegetais já cozidos. Tempera-se com sal e deixa-se apurar 30 minutos em lume brando.
Servir com muita morabeza, amor e paixão.

                                                              Imagem retirada da Internet