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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Arroz-Doce (São Tomé)

No meio de um crioulo que não domino, mais ainda cerrado, consegui que me dessem esta delícia que tive a honra de saborear.
Não digo mais nada. Experimentem.

Necessitamos de:
1 litro de leite de côco (se for fresco, perfeito)
250g de açucar
1 pau de canela
230g de arroz
Água q.b.
Canela em pó
1 pitada de sal
Amor
Paixão

Começamos por cozer o arroz com o pau de canela, a casca de limão e uma pitadita de sal.
Depois do arroz estar cozido, escorremos a água.
Misturamos ao arroz, o açucar e o leite de côco.
Deixamos ferver até ficar cremoso
Não esquecer de ir mexendo.
Retiramos do lume.
Adicionamos o amor e a paixão
Polvilhamos com canela em pó.

Aconselho a esconder dos gulosos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Prazeres de caril com camarão cozinhado em leite de côco

Um destes dias, uns amigos meus, convidaram-me para jantar. Quando aceitei, mal sabia que o jantar seria em minha casa, o que não era o problema, a questão era a ideia deles: Queriam ser surpreendidos!
Andava a magicar esta ideia. Não sabia se fazia ou não sentido, se dava ou não para fazer. Como ia ter umas cobaias divertidas em casa, não lhes disse nada e fui em frente.
Dias mais tarde, vi num programa na TV, uma receita oriental similar aquela que fiz. Essa sim, devia estar espectacular. Fiquei satisfeito comigo pela minha ideia.
A avaliar por todos me terem pedido a receita, foi um sucesso.

Temos melhores resultados se tivermos um wok, caso contrário, usamos a tradicional frigideira.
Não esquecer que no wok os alimentos são cozinhados muito rapidamente.

Vamos precisar de:
Um cebola pequena picada
Um dente de alho picado ou laminado
Gengibre laminado ou picado
Piripiri a gosto, atenção se o caril for muito picante
Uma estrela de anis
Um pau de canela
2 a 3 sementes de cardamomo
Duas colheres de chá de tamarino
Caril
Leite de côco. 200g
1 kg de camarão descascado
Manteiga
Azeite, usei azeite, mas podemos substituir por óleo
Sal
Amor
Paixão.

Aquecemos muito bem o Wok. Quando este estiver bem quente, colocamos um nó de manteiga o azeite, e o tamarino.
Esperamos um pouco para estes aquecerem.
Adicionamos a estrela de anis, o cardamomo, pau de canela.
Aguardamos um pouco, para que os sabores do anis do cardamomo e da canela perfumem o azeite.
Acrescentamos a cebola e o alho. Deixamos alourar.
Quando a cebola começar a alourar, adicionamos pouco a pouco, muito importante o leite de côco ser acrescentado pouco a pouco.
Neste momento devemos baixar o lume.
Vamos envolvendo.
Antes de adicionarmos um pouco mais de leite de côco, acrescentamos duas ou 3 colheres de chá de caril. Não esquecer de ir mexendo para o caril se dissolver no leite de côco.
Acrescentamos mais um pouco de leite de côco, envolvendo sempre.
Quando o leite de côco começar a ferver, acrescentamos os camarões que vão ser cozinhados no leite de côco.
Se necessário acrescentamos mais leite de côco.
Adicionamos o gengibre e envolvemos, (o gengibre pode ser adicionado na mesma altura em que se acrescenta a cebola e o alho).
Quando os camarões estiverem cozinhados, sentir o aroma e adiciona o amor e a paixão.

Servi com arroz branco confeccionado com uma estrela de anis, um pouco de cominhos e 2 sementes de cardamomo.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Côcada com cardamomo

Recordo esta receita feita pelo meu avô, o aroma deixado pelo côco na cozinha, e o paladar docinho dos quadradinhos... e o desejo de os comer
Ofereciam os côcos ao meu avô que os atirava ao chão para os abrir, o que irritava profundamente a minha avó. Eu, adorava ver o côco a voar e a ficar partido.
O resultado final... experimentem. Não se esqueçam de adicionar ternura, amor e carinho. Assim fica delicioso.
Para além do amor, carinho e ternura, vamos precisar de:

1,75dl de leite
1 Chávena de açúcar
1 Chávena de côco ralado (o meu avô ralava o côco)
8 Sementes de cardamomo (encontramos em alguns hiper-mercados)
2 c. de chá de água de rosas pura, (que também encontramos com facilidade nos mercados)
Manteiga

Fervemos o leite, em lume médio durante meia-hora sem parar de mexer com varas de arame, até que o leite comece a espessar.
À parte misturamos o açúcar com o côco ralado, as sementes de cardamomo já moidas e a água de rosas.
Adicionamos esta mistura ao leite, sobre o lume, mexemos sempre até que o doce se desprenda do recipiente.
Retiramos do lume e deitamos numa tigela continuando sempre a mexer até que arrefeça.
Despejamos para um tabuleiro, previamente untado com a manteiga.
Alisamos a superfície e recolhemos no frigorífico.
Deixamos repousar no frio para solidificar, costumo deixar de um dia para o outro.
Desenformamos, e cortamos em quadrados.

No momento de servir, certo, polvilhar à-vontade com muito amor e ternura.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Bebinca das Sete folhas e Bebinca de Timor

Ai, ai... esta sobremesa... 7 horas para fazer, 30 segundos para comer!
Conheci um cozinheiro do Bangladesh que me deu estas receitas. Sempre ou quase sempre que lá ia jantar, perguntava-lhe se tinha Bebinca. A resposta era sempre a mesma:
- Esse bolo que demora 7 horas de trabalho e comemos em 30 segundos? Claro que tenho para ti. Vou-te ensinar, e um dia vens cá tu fazer.
O restaurante fechou, hoje não sei o que é feito dele.
No entanto deu-me a receita da Bebinca das Sete folhas.
Mais tarde consegui uma outra receita de Bebinca: Bebinca de Timor.

Bebinca das Sete Folhas

Necessitamos, para além de muito amor e ternura,
6 Cardamomos
400g de açúcar
3dl de leite de côco
300g de farinha
Manteiga q.b
10 gemas
Amor e Ternura

Confeccionamos da seguinte maneira:
Batemos muito bem o açúcar com as gemas até ficar volumoso.
Juntamos o leite de côco e os cardamomos previamente pisados.
Batemos mais um pouco.
Aos poucos, misturamos a farinha e batemos muito bem.
Barramos uma forma redonda e lisa com manteiga, tendo o cuidado de deixar uma boa camada na base.
Levamos ao forno para aquecer a forma.
Retiramos a forma do forno
Deitar um porção do preparado de modo a cobrir o fundo da forma.
Levamos ao forno para cozer esta camada, (lume por cima, muito importante).
Quando esta camada estiver loura, deitamos uma nova camada do preparado.
Vamos repetindo esta tarefa até perfazer sete camadas,ou até o preparado acabar.
Ter em atenção para não deixar tostar demais as camadas, a ideia é deixar só alourar.

Depois... desenformar e comer até desaparecer, o que não é muito fácil.
Já comi Bebinca, tanto quente como fria. Ambos os casos, de repetir.
Antes de desenformar, polvilhar com amor e ternura.

Bebinca de Timor

6 dl de Leite de côco
12 Ovos
3 Colheres de sopa de manteiga
250 g de açúcar
2,5 dl de água
250 g de farinha de trigo sem fermento.
Amor, ternura e muito carinho

Batemos a farinha com as gemas muito bem.
Levamos um tacho com a água, o açúcar e a manteiga ao lume, até levantar fervura.
Retiramos do lume e adicionamos o leite de côco.
Deixamos arrefecer.
Juntamos a farinha e as gemas ao preparado e misturamos muito bem.
Untamos muito bem com manteiga uma forma redonda.
Deitamos o preparado até cobrir a base da forma, e levamos ao forno, lume por cima (gratinador), até cozer.
Repetimos a operação até fazer 5 camadas no total.
Esta Bebinca é servida, cortada ao triângulos.
Entre as camadas adicionar amor e carinho, sempre mas sempre com muita ternura.

Obrigado cozinheiro, um abraço.