quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Camarões à moda de Moçambique (Nacional)

Cá estou eu, mais uma vez com uma receita de camarões.
Esta receita foi-me passada por um primo da minha mãe, que sabendo do meu fascínio por receitas de camarão, falou-me dela. Não resisti e tive que a pedir.
Disse-me que era uma receita típica de Moçambique, inclusivamente falou de ser conhecida por "Camarões à Nacional".
Ainda não a fiz, mas estou a tentado fazer para a noite de Consoada, sim, estou a escrever esta receita em vésperas do Natal de 2011

Nota a 27/12/2011:
Acabei por fazer este petisco para a noite de Consoada, foi um sucesso aprovado, no entanto tenho que experimentar acrescentar acrescentar cominhos à receita. gosto do sabro dos cominhos com o camarão. Uma sugestão que faço, é de vez em quando ir regando os camaarões com o próprio molho.

Necessitamos de como sempre dois ingredientes especiais que devemos usar e abusar:
Amor
Paixão
250g de margarina, eu prefiro manteiga
1 Kg de Camarão, claro se for camarão de Moçambique muito melhor
6 dentes de alho
Piripiri 2 a 3 malaguetas, aqui está ao vosso gosto, eu como sabem sou adepto do picante
Um pouco de sal
Azeite
Cerveja

Começamos por lavar os camarões.
Secamos muito bem os camarões.
Com muito cuidado, abrimos os camarões pelo dorso, sem os separar nem retirar a cabeça.
Retiramos a tripa.

Num almofariz ou pilão, já que estamos a falar duma receita africana, colocamos os dentes de alho um pouco sal , o piripiri, e a manteiga.
Misturamos ou pilamos até obtermos uma pasta homogénea.
Untamos os camarões um a um com a pasta.
Colocamos os camarões abertos, num tabuleiro que possa ir ao forno
Deixamos os camarões envoltos nessa pasta durante alguma horas
Regamos com  azeite e cerveja.

Levamos ao forno pré-aquecido a 200º
Passados 15-20 minutos, verificar se a casca está vermelha, devem estar prontos.
Servir de imediato.
Atenção ao servir polvilhar com amor e paixão
Para acompanhar foi-me falado em batata frita às rodelas, mas julgo que um arroz branco fique bem.



terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Chacuti de galinha como eu provei

A minha atracção pelos sabores africanos e asiáticos como já devem ter percebido é enorme, o que me leva a provar e procurar paladares diferentes dos habituais.
Sou da opinião que devemos alargar a cultura do nosso palato, e assim procurar e provar novos horizontes dos sabores.
Chacuti, é um orquestra de sabores, condimentos, aromas.
Vamos precisar de adquirir alguns condimentos. Já vi no mercado, ainda não utilizei, saquetas com um preparado para o Chacuti, o que torna a preparação mais fácil.
Como sempre há várias maneiras de confeccionar a mesma iguaria, a receita que dou foi como eu provei.
Ai os aromas, os sabores, que maravilha...

Vamos precisar de:

1 Galinha
3 cebolas picadas finamente
4 dentes de alho picados finamente
Azeite ou óleo
150 g de coco ralado
50 g de amêndoa moída
7,5 dl de caldo de galinha
1 malagueta picada
Coentros frescos
1 colher chá de gengibre fresco ralado
1 colher chá de açafrão
2 Cravo-da-Índia ou uma pitada de cravinho em pó
Noz-moscada ralada na altura
1 colher de chá de cominhos em pó
Pimentão doce
2 paus de canela
Sal e pimenta moída na altura
Amor
Paixão

Reunidos os condimentos, passamos à fase seguinte
Torrar o côco ralado e as amêndoas:
Numa frigideira anti-aderente torramos em seco, o côco ralado e as amêndoas. 

Arranjar a galinha e corta-la em pedaços. 
Temperamos com sal e pimenta e reservamos.
Num tacho, colocamos o azeite, as cebolas e os alhos.e deixamos a refogar levemente.
Acrescentamos o gengibre os paus de canela e a malagueta picada, (piripiri).
Quando a cebola estiver com uma aparência macia, juntamos a galinha. 
Deixamos cozinhar, mais ou menos 10 minutos. Não esquecer de ir mexendo.

Enquanto a galinha cozinha, misturamos muito bem a amêndoa e o côco já torrado ao caldo de galinha que deve estar quente.
Depois de bem misturado, adicionamos à galinha que coze no tacho.
A fase seguinte é acrescentar o "festival" de condimentos:
Adicionamos os cravos-da-índia, a noz-moscada ralada na altura, os cominhos, o pimentão doce, o açafrão.
Envolvemos bem, e deixamos cozinhar mais algum tempo.
Juntamos os coentros picados. 
Adicionamos amor e paixão
Envolvemos tudo e servimos.

Sendo um prato da cozinha tradicional de Goa, para acompanhar sugiro arroz Basmati.





segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Bolo de alfarroba da avó Josefina

Este bolo tem tanto de sucesso como de surpreendente. Até revelar que é de alfarroba, acreditavam que estava perante um delicioso bolo de chocolate, e de chocolate nada tem.

É delicioso olhar para os olhos e expressões faciais das crianças e alguns crescidos, quando vêem o bolo. 
- Bolo de chocolate!!!! com os olhinhos bem arregalados.
- Mãe há bolo de chocolate.
Maravilhoso.
Outros perguntam-me, se é de chocolate, eu respondo, que é de feijão.
No final todos pedem a receita.
É mais uma das receitas simples.

Precisamos dos seguintes ingredientes:

6 ovos
2,5 dl de leite (podemos colocar mais um bocadinho)
2,5 dl de óleo Fula (agora podemos  "roubar" um bocadinho)
2,5 chávenas de farinha "Branca de Neve", gosto de usar esta
0,5 chávena de farinha de Alfarroba (compro no Celeiro)
2,5 chávenas de açúcar
Raspa de 2 limões
1 colher de sopa bem cheia de fermento
Amor
Paixão
Misturamos  tudo
Untamos a forma com margarina, e em vez de farinha para polvilhar usamos pão ralado.
Passaram-me esta dica do pão ralado, não acreditei, mas para poder dizer mal experimentei. Um sucesso, o bolo desenformou na perfeição. Estamos sempre a aprender.

Levamos ao forno.
Atenção, tomar conta do bolo senão desaparece num instante.




terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Moamba de galinha como me ensinaram

Pelo nome parece ser uma receita mais complicada do que é.
Já não me recordo quem me deu esta receita, mas como foi muito solicitada, aqui está.
Encontramos alguns nomes menos comuns no nosso vocabulário. Moamba, pirão, óleo de palma, azeite de dendê, nada que não consigamos ultrapassar.
Tenho encontrado com alguma facilidade nos hipermercados frascos e latas de óleo de palma.
É uma receita que faz parte da gastronomia Angolana e, acrescento que é um aconchego para a alma.

Para esta receita vamos necessitar de:
Amor
Paixão
1 Galinha cortada aos pedaços
1 Beringela cortada em cubos (facultativo, mas sugiro que se use)
1 Courgette cortada em cubos (facultativo, mas sugiro que se use)
250g de quiabos
2 tomates cortados em cubos
4 dentes de alho picados
2 Folhas de louro, se forem frescas melhor
3 Jindungos, vulgarmente conhecido por malagueta ou piripiri
150 ml de Óleo de palma ou azeite de dendê
Água
Sal

Para o pirão, sei que é outro nome que nos pode assustar.
250g de farinha de milho
1 cerca de Litro de água.

Até aqui, nada de transcendente, só uns nomes menos habituais, óleo de palma, jindungo e pirão.

Num tacho largo, iniciamos por colocar a gosto o amor e a paixão.
Acrescentamos cerca de 5 colheres de óleo de palma
Juntamos a cebola, o tomate e as folhas de louro
Deixamos refogar
Quando sentirmos o perfume, adicionamos a galinha, previamente cortada aos pedaços.
Temperamos com um pouco de sal, e acrescentamos o jindungo. Deixamos que a galinha ganhe cor.
Ao fim de 5 minutos, mais ou menos, adicionamos água até cobrir a galinha.
Deixamos cozinhar
Dependendo da galinha, mas mais ou menos ao fim de uma hora juntamos a beringela e a courgette, caso tenhamos optado por as usar.
Mexemos um pouco.
Acrescentamos um pouco mais de água
Deixar cozinhar até a galinha ficar tenra.
Enquanto a galinha cozinha, tratamos dos quiabos, cortamos as pontas e cortamos ao alto.
Quando a galinha estiver tenra, juntamos os quiabos e mexemos.
Cozinha até os quiabos ficarem tenros, mais ou menos cerca de 15 minutos.
A galinha está pronta a ser servida.
Falta agora o acompanhamento tradicional, o pirão

Para o pirão:
Colocamos 1 litro de água a ferver
À parte dissolvemos um pouco da farinha com água morna
Quando a água começar a ferver, juntamos a farinha misturada com a água morna com a água a ferver.
Mexemos.
Juntamos a restante farinha, e não paramos de mexer para que a farinha não ganhe grumos.
Deixamos cozer em lume brando cerca de 5 minutos sem parar de mexer.
Ao fim desse tempo desligamos o lume.

Depois do pirão feito, colocamos numa tigela funda e molhada.
Tapamos com um prato também molhado.
Deixamos o pirão descansar cerca de 10 minutos, até atingir a consistência desejada.
Atenção, a colher que serve o pirão deve estar numa tigela com água, para não agarrar.

Pronto a comer.
Quem não aprecie pirão, pode acompanhar com arroz branco. 
Simples e delicioso.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Djagacida da minha tia Berta

Aquele mar prata, o sol dourado, a morabeza do povo, a djagacida, que sodade.
Mais uma receita que consegui recuperar, da minha Tia Berta, com muita dificuldade, o que me obrigou a algum trabalho de pesquisa extra.
Esta receita faz parte da tradição de Cabo Verde. Só quem sabe da sua existência é que pergunta. Não tenho conhecimento que nos roteiros turísticos, chamem a atenção para esta delícia.
Podem dizer que não passa de uma feijoada misturada com arroz, mas não, é mais que isso. É jdagacida.
Aqui fica a sugestão para fazerem em casa. 
Mas que sodade.

Precisamos de:
Muita mas muita morabeza
Paixão
Amor
1 Cebola média
3 chávenas de arroz
200g de feijão
200g Abóbora
300g de couve lavada e cortado em pedaços
250g de carnes salgadas cortada em pedaços
Arroz
Água
Sal q.b.
Pimenta q.b
Piripiri
Colorau
Salsa
2 Folhas de Louro
Azeite mais ou menos 2 colheres de sopa

Preparação:
Se tiverem um ta tacho de barro, usem-no, caso contrário uma panela serve.
- Refogamos a cebola cortada em quartos em azeite.
- Juntamos o louro, o piripiri e cerca de 5 copos de água.
 - Tapamos a panela a panela e deixamos ferver.
- Adicionamos 2 tigelas de arroz, sal e pimenta,
a abóbora descascada e cortada em cubos,
o feijão previamente demolhado ou em lata, a couve.
Cozer em lume brando até que os legumes estejam cozidos.
Se necessário, juntamos mais água.
Não esquecer de efectuar todo o cozinhado com muita morabeza, e no final acrescentar muito amor e paixão.


Abacaxi recheado com arroz tailandês

Retirei e adaptei esta receita do livro "Thai Cooking - Step by Step of Asia Books.
É uma receita que habitualmente é servida nos restaurantes Tailandeses
Como adoro experimentar novos sabores e paladares, já tive algumas experiências menos deliciosas, esta enquadro nas muito bem sucedidas. Experimentem que vão adorar.
Atrai-me o contraste dos temperos com o adocicado do abacaxi.

Vamos necessitar dos seguintes ingredientes
1 abacaxi médio
¼ de chávena de óleo vegetal
3 dentes de alho picados
1 a 2 colheres de chá de pimenta vermelha picada
150g de lombo de porco cortado em cubos bem pequenos
150g de camarão
Caldo de peixe
Sal, a gosto
3 chávenas de arroz cozido normalmente com sal
2 colheres de sopa de manjericão picado
3 ramos de cebolinho picado
2 colheres de sopa de coentros picado
Pimenta vermelha cortada em tiras finas, para decoraração.
Arroz de jasmim, caso não tenha substituir por outro tipo de arroz, é mais económico
Amor
Paixão

Preparação:
-Cortamos o abacaxi ao meio no sentido do comprimento, não retiramos as folhas.
-Com uma faca, removemos o miolo do abacaxi, ter o cuidado de deixar uma borda cerca de 1cm.
-Descartamos a parte mais dura do miolo e cortamos o restante em cubos. Reservar.
-Numa frigideira grande, se tiverem um wok usem-no, em fogo alto, aquecemos 1 colher de sopa de óleo. ---Acrescentamos o alho, a cebola e a pimenta. Refogar mais ou menos 1 minuto.
-Adicionamos a carne de porco e deixamos refogar, mexendo sem parar, por 2 minutos.
-Acrescentamos o camarão e refogamos por 3 minutos. Não deixar de mexer.
-Rectificamos o tempero, caso necessite de sal acrescentamos um pouco
-Transferimos a mistura de carne de porco com camarão para um prato. Reservar.
-Colocar o restante do óleo na frigideira ou wok. Quando o óleo estiver bem quente, acrescente o arroz e mexer por 2 minutos.
-Colocamos a mistura de carne de porco com camarão no wok.
-Acrescentamos o abacaxi e o manjericão, retiramos o wok do fogão.
-Envolver bem.
-Servir o arroz nos dois pedaços de abacaxi.
- Decoramos com cebolinho, coentros e pimenta vermelha.

Uma dica:
O arroz usado, deve ser cozido no dia anterior.
Se encontrarem caldo de peixe tailandês, e arroz jasmim,  podem fazer a receita original.
Use o arroz de jasmim sem sal, substituindo-o pelo caldo de peixe.
Acrescente 2 colheres de sopa de caldo de peixe ao arroz no final do preparo

No momento de servir, acrescentar amor e paixão a gosto

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Doce de leite da avó Zul

Pelo que me foi transmitido, é um doce tradicional de Cabo Verde.
Sempre que a família se reunia, este doce era feito pela mão da minha avó.
Mais uma vez, quero acreditar que temos os ingredientes necessários em casa.
Geralmente, pelo que vimos no cinema, há sempre falta de açúcar, uma boa desculpa para irmos bater à porta do lado, mais tarde podemos sempre brilhar e oferecer um pouco da nossa arte.

1l Leite
250g Açúcar
1 Limão (sumo e casca)
Canela em pó, para decorar
Amor
Paixão

Adicionamos o açúcar ao leite mais a casca de limão e deixamos ferver.
Quando começar a ferver, para coalhar o leite, juntamos o sumo de limão.
Deixamos ferver até atingir o ponto de estrada
Deixamos arrefecer.
Servimos numa taça.
Habitualmente decoro com canela em pó.
Não esquecer, enquanto o leite ferve de acrescentar amor e paixão nas quantidades que desejar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Lombos de bacalhau no forno

Vi esta receita num programa de televisão. Simples, rápida, de um sabor surpreendente.
Qualquer cozinha tem os ingredientes que necessitamos, bom quero acreditar que sim.
Precisamos de:
Lombos de bacalhau
1 Dente de alho esmagado
1 folha de louro (sou da opinião que a folha de louro deve ser fresca, não havendo usamos a folha seca)
Azeite
Paixão
Amor

Numa travessa que possa ir ao forno, colocamos o lombo na travessa,
Por cima do lombo, colocamos o dente de alho esmagado a folha de louro, e regamos com um fio de azeite.
Levamos ao forno, mais ou menos 180º durante 15 a 20 minutos.
Regamos com paixão e amor.

Podemos servir com uma salada de legumes, batatinhas assadas.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Prazeres de caril com camarão cozinhado em leite de côco

Um destes dias, uns amigos meus, convidaram-me para jantar. Quando aceitei, mal sabia que o jantar seria em minha casa, o que não era o problema, a questão era a ideia deles: Queriam ser surpreendidos!
Andava a magicar esta ideia. Não sabia se fazia ou não sentido, se dava ou não para fazer. Como ia ter umas cobaias divertidas em casa, não lhes disse nada e fui em frente.
Dias mais tarde, vi num programa na TV, uma receita oriental similar aquela que fiz. Essa sim, devia estar espectacular. Fiquei satisfeito comigo pela minha ideia.
A avaliar por todos me terem pedido a receita, foi um sucesso.

Temos melhores resultados se tivermos um wok, caso contrário, usamos a tradicional frigideira.
Não esquecer que no wok os alimentos são cozinhados muito rapidamente.

Vamos precisar de:
Um cebola pequena picada
Um dente de alho picado ou laminado
Gengibre laminado ou picado
Piripiri a gosto, atenção se o caril for muito picante
Uma estrela de anis
Um pau de canela
2 a 3 sementes de cardamomo
Duas colheres de chá de tamarino
Caril
Leite de côco. 200g
1 kg de camarão descascado
Manteiga
Azeite, usei azeite, mas podemos substituir por óleo
Sal
Amor
Paixão.

Aquecemos muito bem o Wok. Quando este estiver bem quente, colocamos um nó de manteiga o azeite, e o tamarino.
Esperamos um pouco para estes aquecerem.
Adicionamos a estrela de anis, o cardamomo, pau de canela.
Aguardamos um pouco, para que os sabores do anis do cardamomo e da canela perfumem o azeite.
Acrescentamos a cebola e o alho. Deixamos alourar.
Quando a cebola começar a alourar, adicionamos pouco a pouco, muito importante o leite de côco ser acrescentado pouco a pouco.
Neste momento devemos baixar o lume.
Vamos envolvendo.
Antes de adicionarmos um pouco mais de leite de côco, acrescentamos duas ou 3 colheres de chá de caril. Não esquecer de ir mexendo para o caril se dissolver no leite de côco.
Acrescentamos mais um pouco de leite de côco, envolvendo sempre.
Quando o leite de côco começar a ferver, acrescentamos os camarões que vão ser cozinhados no leite de côco.
Se necessário acrescentamos mais leite de côco.
Adicionamos o gengibre e envolvemos, (o gengibre pode ser adicionado na mesma altura em que se acrescenta a cebola e o alho).
Quando os camarões estiverem cozinhados, sentir o aroma e adiciona o amor e a paixão.

Servi com arroz branco confeccionado com uma estrela de anis, um pouco de cominhos e 2 sementes de cardamomo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Sopa Neptuno

Descobri esta receita perdida no meio de papeis antigos. Percebi que se tratava de uma receita do meu avô, um antigo homem que sempre viveu no e do mar.
Tomei a liberdade de alterar um pouco a receita original, por exemplo, a receita original sugere que se cozinhe com água do mar.

Ingredientes necessários para homens do mar.

500g de lombo de tamboril
500g de camarão
500g de mexilhão
500g de amêijoas
120 ml de azeite
2 cebolas grandes picadas
2 dentes de alho picados
4 tomates maduros cortados em pequenos cubos
1 cenoura picada
2 malaguetas (piripiri)
2 colheres de sopa de polpa de tomate
100g de farinha de milho
2 colheres de sopa de rum
Sal
1 molho de coentros levemente picados
Amor e paixão (ingredientes que eu tomei a liberdade de adicionar)

Como preparar:
Colocamos ao lume 2,5 l de água do mar (água com sal) a ferver.
Adicionamos o tamboril e o camarão. Deixamos cozer.
Com uma escumadeira, retiramos o camarão e o tamboril, reservamos.

Colocamos os mexilhões na água e deixamos cozer até abrirem. Depois dos mexilhões abertos, retiremos reservamos.

Descascamos os camarões e guardamos as cascas e as cabeças.
Limpamos o tamboril de peles, espinhas e desfiamos.
Retirar o miolo de mexilhão e guardar

Juntamos as cascas e as cabeças do camarão à água e deixe ferver durante 5 minutos. Passado os 5 minutos, retire as cascas e as cabeças do caldo.
Coar o caldo.

Levamos ao lume num tacho largo, o azeite, a cebola, o alho, a cenoura, o tomate e as malaguetas.
Mexemos e deixamos refogar calmamente.
Adicionamos a polpa de tomate ao refogado e mexemos.
À parte juntamos o
Juntar o caldo, mas reserve um pouco para depois dissolver a farinha. Deixa ferver cerca de 10 minutos.

Dissolvemos a farinha com o caldo previamente reservado.
Passar muito bem a sopa com a varinha mágica, (hoje temos acesso a esta tecnologia) e adicionamos a farinha.
Mexer e deixar ferver. Juntamos o rum, as amêijoas, o tamboril, o mexilhão e o miolo de camarão. Deixe cozinhar até as amêijoas abrirem.

Depois das amêijoas abertas, juntamos os coentros.
Mexemos um pouco
Tocar a sineta para chamar os marujos, a sopa vai ser servida.
Em cada prato, adicionar amor e paixão

terça-feira, 12 de julho de 2011

Camarões ao sal

Convidaram-me para petiscar, camarões ao sal. Já me tinha deliciado com uma dourada ao sal, mas camarões nunca tinha provado. O resultado foi delicioso.

Precisamos de:
1 Kg de sal grosso
Ervas aromáticas (salsa, tomilho, coentros)
Camarões, 15 a 20, (depende do tamanho da travessa)
1 tabuleiro que possa ir ao forno
Amor e paixão

Lavar e secar muito bem os camarões (com casca).
Picar finamente as ervas aromáticas e misturar no sal grosso.
No tabuleiro colocamos o sal já com as ervas armáticas misturadas de forma a formar uma base com cerca de 1cm de altura.
Deitamos os camarões de lado, sobre a cama de sal.
Cobrimos o camarão com o resto do sal.
Levamos ao forno, previamente aquecido a 200º durante cerca 25 minutos
Retiramos o sal dos camarões.
Acrescentamos amor e paixão.
Podemos servir com sumo de limão

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sopa Gata ou sopinha de bacalhau

Passava eu as minhas férias da Páscoa para os lados do Alto Alentejo, Castelo de Vide, quando me disseram que para o almoço ia ter uma especialidade da terra: Sopa Gata, sopinha, de bacalhau.
Como quase todos os miúdos, não era um grande apreciador de bacalhau, de facto até nem entendia como os crescidos conseguiam comer bacalhau com um ar tão deliciados. É certo que os gostos mudam com a idade, a maturidade.
Ter que comer sopa, já não era muito bom, mas sopa de bacalhau... O que os crescidos inventam. Ia ser um almoço de fome.
Ainda hoje, estou para perceber como esta sopa me surpreendeu e ajudou a despertar o meu palato para o bacalhau. Claro que, demorou ainda algum tempo até este ganhar a minha confiança.

Necessitamos de:
400g de bacalhau
1 pão cortado às fatias (Alentejano)
2 dentes de alho
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de vinagre
1 colher de sobremesa de colorau doce
Pimenta a gosto
Amor e paixão

Cozemos o bacalhau e reservamos a água de cozedura.
Limpamos o bacalhau da pele e espinhas.
Desfiamos o bacalhau.

Numa terrina colocamos os alhos pisados, o azeite o vinagre a pimenta e o colorau.
Misturamos tudo muito bem.
Juntamos o bacalhau desfiado e a água em que cozemos o bacalhau (ferver)
Servimos num prato de sopa com 2 ou 3 tiras de pão.
Adicionamos amor e paixão.